Muitas pessoas têm grandes dúvidas sobre transformar seus relacionamentos monogâmicos em relacionamentos abertos. Em parte, isso se deve à pressão social para que os relacionamentos sejam fechados, não existindo espaço para nenhuma discussão sobre outras possibilidades e, portanto, impedindo que as pessoas conheçam outros modelos de relacionamento.
Por outro lado, há também o medo de entrar em um mundo de relações mutáveis, nas quais a única segurança está no grau de confiança em seu/sua parceiro/a. Quantas pessoas hoje realmente podem confiar nas pessoas com quem mantêm relações amorosas sem invocar uma divindade, lei ou recriminação moral? Em relacionamentos abertos, confiança é fundamental, pois não existem essas “autoridades” para se intrometer na dinâmica do relacionamento. O que for decidido como contrato é que será o marco de confiança dos envolvidos.
Para facilitar a decisão, é importante fazer uma auto-análise sobre suas motivações, desejos e expectativas. O que você espera de um relacionamento aberto? Faça uma lista expondo suas expectativas. Tente descrever que tipo de satisfação você supõe que será boa o suficiente para te motivar a aprender e investir em um outro modelo de relacionamento. Faça também uma lista de seus medos, e procure analisá-los friamente, para separar a imaginação do que pode vir a ser real. Quando se sentir seguro/a de sua vontade, aí sim, é hora de conversar com o/a parceiro/a.
Depois de muita conversa (nas quais sejam expostas e discutidas as expectativas e receios), e de terem certeza de que compartilham suas vontades, é que será o caso de partir para elaborar um contrato que englobe o consenso sobre as novas características do relacionamento.



oi, catherine. tava lendo teu comentário no blog do bob e fiquei surpresa com o teu blog. achei tão bacana as colocações de vocês. [desculpe perguntar, vocês são psicólogos?
]. acho que me coloco no grupo daqueles admitem a hipótese de um relacionamento poliamorista. não consigo me ver numa relação seja de que nível for sem envolvimento, ainda que seja amor de amigo. e acho que negociar tudo é sempre a melhor alternativa. continuem escrevendo, os textos estão muito bons. bjs
oi, Lorena. Obrigada pelos elogios… não somos psicólogos, mas estamos sempre estudando muito sobre relacionamentos. Foi a forma que encontrei para entender melhor meus sentimentos, sem ficar presa a especialistas que podem ser muito moralistas…
só pra dizer que não ando comentando, mas visito (ambos visitamos, na verdade) bastante o blog de vocês.

, e fiquem sabendo que é uma pena que não toparam nossa provocação de peladões…
A gente está desbravando esses novos territórios das nossas vidas sexuais-afetivas, e pensando muito sobre o assunto. É bom ter um ponto de referência onde ler coisas boas (e legal ver em português, escrito por brasileiros; sempre nos perguntamos o quanto poliamor ia “colar” no contexto social brasileiro).
Bjos e abraços, obrigado pela visita hj mais cedo
L.
oi, L. Que bom que está gostando do blog. Quanto à provocação, quem sabe…
Parabéns pela iniciativa de escrever suas experiências em um blog.
Eu mantenho um relacionamento aberto a 8 anos e não poderiamos ser mais felizes.
Escrevi um texto sobre o assunto em meu blog: http://swasthya.marcocarvalho.com/como-um-coracao-deste-tamanhinho-pode-amar-duas-pessoas/
Abraços!